sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Hampton Court Palace

No verão decidi conhecer mais um bocadinho desta ilha e fui passar uma tarde a Hampton Court. Na altura havia uma feira de comida nos jardins do palácio o que foi uma óptima desculpa para piquenicar antes da visita cultural.
A feira era paga (não me recordo agora dos pormenores) mas dava acesso a pelo menos toda a área exterior do palácio. Os bilhetes para o palácio em si (incluindo os apartamentos reais) custam cerca de 16 libras sendo que há os habituais descontos para estudantes e crianças, mas também para famílias.
Hampton Court foi originalmente construído pelo Cardeal Thomas Wolsey com a ambição de o tornar uma residência digna de um monarca e em 1529 Henrique VIII acabou mesmo por se tornar dono da propriedade e transformá-la não só numa 'casa' como num enorme (e extravagante!) complexo de lazer onde o objectivo era impressionar quem o visitasse. Claro que palácio que se preze mete histórias de fantasmas e este não é excepção: reza a lenda que a quinta mulher de Henrique deambula pelos corredores no aniversário da sua morte. Quanto aos jardins são sem dúvida um dos pontos mais altos da visita e o labirinto é uma atracção bastante popular desde a sua criação no final do século XVII - acabei por não ir desta vez, mas fica a desculpa de voltar quando o verão passar por aqui outra vez!
O canal nos jardins do palácio foi ordenado por Charles II como preparação da chegada da sua noiva, Catarina de Bragança

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Ópera em Veneza

A ópera foi o pretexto para esta viagem a Veneza e não podia deixar de mostrar o maravilhoso que é o Teatro La Fenice. Só levei o telemóvel (daí a qualidade fotográfica não ser a melhor...) mas espero que passe pelo menos parte da imponência do edifício.
Ao contrário de Londres, em Veneza, para além da plateia tudo o resto é em pequenos camarotes. O nosso tinha lugar para 4 pessoas mas só estávamos nós por isso foi quase como assistir a um espectáculo privado. Atenção que os lugares são marcados e os lugares da frente de cada 'camarote' são significativamente mais caros do que os de trás - mas sinceramente não acho que valha a pena comprar os de trás (não são assim tãaaao baratos e não se deve ver nada do espectáculo). Os bilhetes foram comprados em Junho para meados de Outubro. Custaram um (pequeno) rim mas valeram cada cêntimo.
(a entrada dos camarotes)
(o final da ópera- Don Giovanni)

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Onde comer em Veneza

Antes de chegar tinham-me dito que em Veneza era tudo muito caro, que se comia mal se se fosse turista e toda uma série de histórias que me fizeram dedicar mais tempo do que seria normal a analisar opções de cafés e restaurantes. Esta é então a minha selecção, com alguns dos sítios onde acabámos por comer (muito bem) sem ter de vender um rim.

Um restaurante excelente para take away é o Dal Moro's. Fica bem pertinho da praça de São Marco, numa rua bem estreita e tem sempre fila à porta. O conceito é muito simples: escolhem a pasta, o molho e os extras e recebem uma caixinha de cartão com um garfo de plástico. Simples, prático e muito baratinho (acho que cada caixinha custou uns 6 euros?).

O próximo restaurante foi descoberto um pouco por acaso, simplesmente estávamos com fome e o restaurante que vimos inicialmente não nos pareceu interessante. Foi então que vimos esta pizzaria:
Não é um restaurante "espectacular-oh-meu-deus" mas tanto a pizza como a pasta eram óptimas e o preço foi bastante simpático!
Descobrimos a Trattoria Osteria Al Bacareto no "Routard" (o famoso guia francês) quando procurávamos onde jantar não muito longe do hotel. Pessoas, adorei tudo, TU-DO! Comemos cá fora porque estava completamente cheio, o que deu uma vibe intimista, mesmo estando tudo menos uma noite de verão... E o risotto de legumes? To die for!
O highlight da minha experiência gastronómica foi em Burano. Como já incluí no post da visita à ilha, seguimos a recomendação do Routard e almoçámos no Rivarosa, o melhor mix de comida, vinho, vista, ambiente...tudo!
Já o melhor prato que comi nestas ferias é capaz de ter sido mesmo no primeiro dia quando decidimos jantar no hotel. Infelizmente não levei telemóvel ou câmara (que amadora!)... mas não queria deixar de dizer como comi provavelmente o melhor risotto da minha vida (risotto de lagosta - tão bom!). Sim, eu gosto (mesmo muito) de risotto. O ambiente do restaurante em si não é nada de especial, mas tem um ar bastante upscale (e preços a condizer), o serviço é óptimo e as sobremesas são altamente recomendadas (mas o risotto, senhores, esse sim!). Chama-se Restaurante La Caravella e é melhor fazerem marcação se forem jantar sobretudo ao fim de semana. Contudo, talvez não se inclua em restaurantes 'budget friendly' (acho que pagámos 100 ou 120 euros por 2 pessoas, não tenho bem a certeza).
Finalmente, a pastelaria onde fomos 2 vezes, não tem propriamente lugares para sentar (acho que tems umas 2 ou 3 cadeiras, literalmente) mas os bolos são muito bons!

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Visita a Burano

Não queria ir a Veneza e perder a oportunidade de visitar uma das ilhas. Depois de alguma pesquisa decidi que preferia Burano a Murano (que seria apenas bónus se tivéssemos tempo e/ou paciência para fazer o combo). O barco sai de F.te Nove e se a memória não me falha demora cerca de 1hora a chegar a Burano (com paragem em Murano, que é muito mais próximo de Veneza!). Era fim de semana e talvez por isso tenhamos apanhado mais pessoas do que seria esperar de um dia de Outubro que começou cinzento e com algum nevoeiro. Mas a verdade é que o sol apareceu logo a seguir e tivemos direito a um verdadeiro dia de verão (ou pelo menos, um verão inglês, vá).
Seguimos a recomendação do Routard e tentámos a sorte no restaurante Rivarosa: melhor almoço de sempre! A vista, o sol, a temperatura,  o vinho, a comida, o serviço... tudo 5 estrelas! Eu sei que o meu risotto não parece nada de especial mas estava absolutamente delicioso!
Não há muito mais para fazer na ilha, a não ser passear e tirar MUITAS fotografias. 
 A meio do caminho decidimos não parar em Murano (muita gente nos barcos, pouca vontade de esperar mais em filas) e seguimos directamente de volta para Veneza.